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Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2007

Um testemunho... o meu! (Parte I)

Tudo começou quando eu tinha 17 anos! Apaixonei-me por um homem de 27 anos! Certo dia, ambos decidimos ir à discoteca e passar uma noite bem divertida…

A minha mãe autorizou a minha saída com ele e amigas, tal como lhe disse, quando lhe pedi. Claro que lhe menti. Eu não fui com amigas mas sim só!!!

Posso hoje ter a certeza que nessa noite começara a maior dor que uma mulher pode sentir...mal eu imaginaria o caminho de sofrimento que iria sentir!

Recordo que saímos da discoteca e fomos para casa dele onde eu iria ficar a dormir...!! Brincava eu com o gato dele, lindo, de pêlo comprido, quando ele se aproximou de mim e me deu um beijo enorme na boca… Começou com aquele beijo aceite a noite do meu maior desgosto! Não foi a única noite, é certo. Estivemos juntos mais uma noite!

Hoje, serenamente, posso perceber como ele, mais velho, se aproveitou de mim, da minha juventude pouco reflectida, tirando partido de alguma inocência e do facto de eu sentir por ele atracção! De facto, gostava dele e por isso ele sabia que eu era capaz de fazer algo por ele...

Ao fim de 4 semanas, a minha menstruação não vinha. Cinco semanas e… nada!

Até comecei a ter desejos de comer banana com queijo - não me esqueço mais!

Vim a descobrir então que estava grávida num teste de gravidez feito nas farmácias...

Foi indescritível o choque que tive! Não queria acreditar e fiz um teste sanguíneo.

Deu positivo. Eu estava mesmo grávida, com 17 anos!

Senti-me dividida nos sentimentos: feliz, pois é uma virtude, um dom, poder ser mãe...mas, ao mesmo tempo...o que a minha mãe iria dizer?!

Decidi então ocultar aquela gravidez., guardando a notícia só para mim e falar com o pai da criança.

 

Marcámos vários encontros. Eu queria conseguir dele receptividade para que assumisse o filho. Porém ele disse-me sempre que não queria a criança.

De imediato se falou de aborto, mas ele adiantou que não pagaria e não tomaria atitude alguma, não queria saber!

Fiquei fora de mim e disse-lhe logo:

- Abortar, não! Esta criança não tem culpa que dois seres não tenham tido cabeça na hora h! Nós não fomos responsáveis! Precipitamo-nos!

E ele nada… sempre a fugir ao assunto.

Será que ser pai mete medo? A dor de parto não é sentida pela mulher? O homem nem imagina o que isso é (o que é pena)!

Ele, definitivamente, não quis a criança! Foi isto que ele me disse na última vez que o vi!

Daí, senti que estava só, com um ser, bem pequenino, dentro de mim... mas era meu!

Decidi, apelando a todas as minhas forças, enfrentar fosse o que fosse no futuro!

Encontrei uma amiga e…desabafei com ela! Confiei nela! Queria segredo mas também queria apoio! Ela, nada mais fez e, num telefonema, contou à minha mãe.

A minha mãe, surpreendentemente, não me bateu pois o “mal” já estava feito! Porém, ralhou imenso comigo e foi-me dizendo:

-Agora decide-te! Pensas em casar com o pai do bebé? Ides viver juntos?! Como é agora, menina?

Eu, muito assustada, sabendo do resposta dele, simplesmente lhe disse:

- Mãe, nada disso! Eu assumirei, sozinha, esta criança!

A resposta dela foi simples, fria e cruel:

 – Ah sim?! E vives do quê? Achas que sou eu que o vou sustentar? Eu tive três e sustentei-os! Se tu ficares com essa criança, vais à procura de casa e trabalho! Mas aviso-te que ninguém te dará trabalho de barriga. Se assumes tu sozinha verás o que é viver a vida com as responsabilidades de teres uma criança, nessa idade. Mas não te esqueças que se me pedires ajuda, não ta darei!

Estas palavras doeram e ainda hoje me doem. Sei que ela, em parte tinha razão, mas não era só eu que tinha de ser condenada. Ele também! Uma mulher não engravida sozinha!!!

... 

                                                                 (continua)

 

 Fátima G / Austria

publicado por adavviseu às 21:06

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